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Roundup – Perspectivas 2010
Posted by Visionello in Abracom, Notas, Perspectivas 2010 on November 6th, 2009
O Roundup – Perspectivas 2010, encontro anual sediado na AMCHAM (Câmara Americana de Comércio) em São Paulo envolveu no mês de outubro executivos de variadas áreas e representantes de sindicatos patronais de diversos setores. A pergunta que deu início ao tema central da discussão foi “como será a economia do Brasil em 2010?!”
Indústrias de base, alimentos, automóveis, construção civil e bancos falam do futuro
A situação, na média, foi de otimismo e esperança de crescimento. Entre os executivos estavam Paulo Godoy, representando a indústria de base (ABDIB), Denis Ribeiro, de alimentos (Abia), Jackson Schneider da Anfavea, Rubens Sardenberg da Febraban e Sérgio Watanabe do setor da construção civil (SindusCon).
Para Denis Ribeiro, da Abia, neste ano o mercado de alimentos exportou U$ 30 bilhões. A crise não chegou a ser um grande pesadelo para esse mercado, ao contrário, o executivo afirmou que a tempestade financeira ajudou a crescer principalmente as commodities brasileiras e a exportação teve um destaque notável em 2008 e 2009.
Para 2010 (Alimentos): De U$ 30 bilhões em 2009 são estimados U$ 33 a 34 bilhões em exportações. Segundo o economista da Abia, o setor será responsável pelo crescimento do PIB de cerca de 4% para 4,5%.
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Depois do setembro negro no ano passado, Sérgio Watanabe, presidente da SindusCon, acredita na recuperação do mercado da construção civil.
No auge da crise a queda nas vendas do setor imobiliário chegou a 50% e foram fechados ainda 110 mil postos de trabalho. Esse ano o setor se recuperou e teve um crescimento de 8%, apesar do IBGE ter apresentado uma leve queda. A área se manteve e não houve recaída no PIB.
Para 2010 (Construção civil): Sergio prevê crescimento de 5% e aumento de 2% a 3% nas vendas, percentual baseado na demanda da produção física de materiais do setor.
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O maior valor em investimento foi feito pela indústria de base. Foram gastos R$ 160 bilhões. “O desafio para 2010 será investir em treinamento e em capacitação de pessoas”, disse Paulo Godoy, presidente da ABDIB. ”2010 será um ano bem desafiador”, completa. Godoy citou também o investimento que ainda deverá ser feito na malha ferroviária no Sul e Sudeste e na estruturação dos aeroportos em todo o Brasil. “A conclusão que eu tenho é que 2009 foi um ano muito importante porque amadurecemos fortemente”.
Para 2010 (Indústria de Base): Crescimento do setor de 4,5% a 5%. Além disso, o mercado está bem positivo com o início da viabilização de projetos para a Copa do Mundo em 2014. A Associação criou o Grupo de Trabalho Copa 2014, em conjunto com o Ministério do Esporte e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
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Rubens Sardenberg, economista da Febraban, citou fatores internos da relação entre mercado e bancos. Esse ano, em especial, está sendo intenso quando se fala de instrumentos financeiros de longo prazo. Apesar da estabilidade institucional e social dos bancos, Sardenberg foi enfático na atenção em reduzir o custo do capital. “Deve ficar na agenda de qualquer instituição financeira”, terminou.
Em 2010 (Bancos): Cauteloso, Rubens não previu nenhum percentual. Quem fez por ele foi Octávio Barros, economista chefe do Bradesco, mediador do encontro. Octávio afirmou que o banco terá um crescimento de 4 a 5%.
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Mercado interno positivo, segundo Anfavea
Com mais de 200 empresas e 25 grandes montadoras entre as associadas, a Anfavea é um dos sindicatos com maior expressividade no Brasil. Hoje o país é o 6º maior produtor de veículos no mundo. Jackson Schneider apontou uma queda da presença brasileira no mercado internacional.
O presidente da Associação revelou também outros desafios e preocupações, como o respeito ambiental – a redução de emissão de CO2 nos carros novos – , treinamento para profissionais do setor e a mobilidade, que anda de mãos dadas com o planejamento urbano, já que a produção de automóveis não para de crescer e o caos causado por eles também. Outra preocupação é a estruturação da competitividade do Brasil, já que a queda na exportação se deve muito à falta de agressividade comercial em outros mercados.
Em 2010 (Automotivo): Crescimento de 5%, porém haverá queda na exportação. Em compensação o mercado interno será positivo, melhor que em 2008 e 2009.
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Ao apresentar a pesquisa sobre as perspectivas de 2010, Silvia Cervellini, diretora de atendimento do IBOPE, disse que a “perspectiva é favorável em relação às novas gestões”.
Marketing e Comunicação: O que esperar?
A partir da pesquisa do IBOPE para o marketing e comunicação dentro das empresas, dados supreendentes e interessantes foram revelados e discutidos entre os executivos reunidos para um workshop. Foram ouvidos 581 entrevistados via web de empresas associadas à AMCHAM. Dentre eles 45% são CEOs, presidentes e diretores gerais, 46% são gerentes e 8% desempenham outras funções.
As expectativas para o Marketing e Comunicação em 2010 são de uma maior interação e integração com o público-alvo por meio das mídias online e offline, em que uma não excluirá a outra, apontou a pesquisa. Outra fonte de investimento das companhias serão as fontes de mídias alternativas, como as redes sociais e as comunidades digitais.
Foram discutidos também o setor de vendas, a receita em lucros, o marketing share e as estratégias comerciais como outros focos de atenção entre os entrevistados.
Trendsetters, público das tendências
Esse ano houve um aumento no mix de diversos produtos de bens de consumo. Em 2010 esse mix continuará estável, mas será ainda maior a fragmentação de meios e da mensagem ao público segmentado. Os trendsetters ou o público que dita tendências atuará mais próximo aos departamentos de markerting e comunicação. O objetivo principal dessa ação está focada na análise de comportamento e na estrutura de inteligência competitiva das corporações.
Melhorias: Entre as mais apontadas no workshop estão a melhoria do sistema de atendimento com dados internos de CRM e a busca de outros meios de ouvir o consumidor, além da análise de resultados com a mudança no atendimento e olho vivo nas tendências do mercado, com o público trendsetter.
Preocupações: Vão do alinhamento do marketing à integração de processos internos com o SAC. Um dos pontos abordados que mais geraram preocupação foi em como lidar com as gerações futuras e a necessidade de busca de ferramentas para mensuração de resultados (ROI), principalmente na esfera digital.
Para 2010: Mais investimento em comunicação, segundo a pesquisa
Além de ser vista pelos executivos como uma estratégia de negócios, a comunicação dirigida trará uma inovação nos produtos e também na abertura de novos canais de parceiros. Mídias desde os impressos até redes sociais, a troca de experiências, estratégias de relacionamento direto e fidelização estão entre as grandes prioridades.
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Acesse a pesquisa realizada pelo IBOPE, “Como Planejar 2010?”.
BtoB/CrownPeak Webinar – Content Marketing
Posted by Visionello in Artigos, Webinars on August 29th, 2009

E a discussão mais recente é a transformação do conteúdo customizado. O que começou no impresso, hoje faz as duas pontes entre o online e o offline. Deixou de ser propriedade dos departamentos de Comunicação das empresas para invadir também o Marketing. O Content Marketing é um tema inacabável, presente cada vez mais na agenda das empresas. É um assunto que tomou cada vez mais a atenção na Europa e principalmente nos EUA, onde a discussão tem tomado enormes proporções.
A revista digital BtoB, especializada em marketing estratégico promoveu esta semana um webinar com o tema Marketing Online com conteúdo: Quando o Conteúdo é Marketing, patrocinado pela CrownPeak, empresa norte-americana que produz conteúdo online entre outros serviços digitais. Para falar do assunto estava o Vice-Presidente da Crown, Rob Rose e o fundador da rede social Junta42, Joe Pulizzi. Joe é um estudioso conhecido entre o meio-leste americano. Co-escreveu o livro “Get Content Get Costumers” (à venda no Brasil) e é um ser onipresente nos debates sobre comunicação customizada.
O que mais entrou em pauta foi a maneira como as empresas apresentam informações para seus clientes. Muitas companhias são negativamente egocêntricas. O público não está interessado em quem você é, e sim no que oferece e quais informações relevantes e consistentes a empresa transmite sobre o seu serviço ou produto. Segundo a Forrester Research, 90% da audiência do mercado norte-americano que consome publicações customizadas estão a procura de conteúdo relevante e interessante sobre o que compram. Parece óbvio, mas uma revista, jornal ou site de uma empresa pode atrair diversos nichos do mercado. O importante é saber diferenciar a distribuição desse conteúdo – para criar e preservar um comportamento.
O ideal para tudo isso é começar com estratégias que, por exemplo, criem soluções para os problemas mais difíceis que os consumidores estão passando em relação ao seu serviço ou produto. É uma estratégia interessante. Essa transmissão pode ser feita em diversos canais de comunicação offline e online, como redes sociais, podcasts, revistas digitais, blogs, microsite, entre tantos outros.
“É o seu processo, não o produto”, disse Rob Rose da CrownPeak. A maneira de divulgar e de apresentar o produto pode mudar tudo para o seu cliente final. E acrescentou que “o conteúdo vive além do seu site”. Rose apresentou o case da LifeTime Fitness, academia de ginástica (com sede em Chanhassen, Minnesota) que criou um conceito de academia resort e criou um portal e uma revista impressa – Experience Life - com informações sobre alimentação e saúde. No site, os alunos podem assistir vídeos com dicas de ginástica para gestantes, participar de eventos online e, via chat, tirar dúvidas com nutricionistas. Na academia, além da distribuição gratuita da revista, os alunos podem se consultar pessoalmente com os profissionais. Se pegou pesado na ginástica, massagistas especializados estão a postos para colocar as mãos em prática e as crianças estarão bem acolhidas no Child Center que além do playground, estão disponíveis computadores para brincadeiras.
Necessidade do seu cliente, conhecimento para a empresa
Um outro exemplo abordado, negativamente, um “descase“, foi uma publicação customizada de uma marca de automóveis que em uma dupla de páginas citou 27 vezes o produto/marca. No mínimo foi nauseante para o leitor a martelada contínua do nome do produto. A informação tem que ser lida como uma conversa, não uma propaganda, disse Joe, e em tom de brincadeira terminou: “Marqueteiros são péssimos editores”. Sem dúvida, a estratégia é ter sua marca aparente, sua visão de trabalho e missão. E é nisso que tanto a agência contratada e/ou seus setores de Comunicação e Marketing tem que se apoiar. Para a criação de um projeto editorial a Visionello, por exemplo, trabalha ao lado de uma agência de branding parceira que transforma a publicação em algo único e de longo prazo para a companhia.
Rede Junta42 de Pulizzi.
A rede Junta 42, a qual fazemos parte, é uma rede destinada somente a empresas de comunicação que oferecem serviços de branded content. Semelhante a qualquer rede social, exceto pelo fato de que a empresa somente posta o link com uma breve descrição – não há rede de amigos nem aplicativos para postar fotos – as empresas compartilham todo tipo de conhecimento entre si, desde a situação do mercado de comunicação comentada por um consultor até curiosidades do twitter. Além disso, companhias que possuem a necessidade de comunicação podem contratar seus fornecedores, receber projetos ou fazer concorrência. Tudo pela rede. Estão cadastradas por lá mais de 400 empresas.
Frase da foto: “O Marketing tradicional fala para as pessoas. Marketing de Conteúdo conversa com elas”. Slide da apresentação de Joe Pulizzi.
Ciclo Era Digital com Pierre Lévy
Posted by Visionello in Notas on August 25th, 2009

Estivemos no evento Ciclo Era Digital no Sesc Santana dia 21 de agosto, com a presença do filósofo tunisiano Piérre Levy, Professor da Cátedra de Inteligência Coletiva da Universidade de Ottawa, no Canadá. Como um dos mais destacados pesquisadores sobre os impactos das novas tecnologias, junto ao estudioso estava o italiano Massimo Di Felice, professor da ECA/USP e coordenador do centro de pesquisa ATOPOS de novas tecnologias para comunicação. O centro de pesquisa é idealizador do evento junto ao Sesc SP e à Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial). Mediando o encontro estava Juliana Cutolo, também pesquisadora da ECA/USP.
O tema do evento, A sociedade em rede e as transformações do mundo contemporâneo, trouxe à discussão as consequências reais que as novas tecnologias influenciam a vida das pessoas e de que forma elas estão se transformando. Um ponto importante que Lévy trouxe é a divisão do conhecimento, o compartilhar, talvez a maior vantagem de toda a troca de informação no ciberespaço.
O interessante é que Lévy apresentou um pensamento de como essa troca de informação se desenvolve, na visão de um filósofo. Começa com uma percepção subjetiva do indivíduo que se inicia no mundo das ideias e dos conceitos e se transforma na conexão das pessoas. E hoje, o que está mais em voga nessas conexões são as redes sociais.
Web 2.0 – Computador Social
O filósofo citou a web 2.0 como forma de abordar a democratização de conteúdo e encontrou então um problema: a questão da língua. Apesar do mundo hiperconectado, não compreender um idioma, qualquer que seja, pode dificultar toda a hiperconexão. É até engraçado, já que nosso post abaixo (“Falando a mesma língua“) relata o diálogo de uma versão com duas línguas para um conteúdo de revista, o que dá mais calor à discussão da importância de se tratar uma adaptação de idiomas. A interligação existe, mas não existe uniformização do entendimento.
A adoção de padrões, como arquivos em JPEG., PDF, vídeos em MPEG, tornaram-se universais. E agora, é tornar a inteligência coletiva capaz de observar-se, codificada em som, textos, vídeo e produção de dados. Tudo o que compreende o mundo digital deve ser o funcionamento da inteligência coletiva do futuro, a favor do conhecimento humano.
Haverá ainda outros encontros. O próximo será dia 1º/09 com o tema A Inteligência Conectiva e a Era das Tags e contará com a presença de Derrick de Kerckhove e do ex-Ministro da Cultura Gilberto Gil. Kerckhove é belga, Doutor em Sociologia da Arte e em Língua e Literatura Francesa. Toda a série de eventos do Ciclo Era Digital é organizado pela Sator Eventos, parceira da Visionello em Planejamento de Eventos.
O poder do conteúdo customizado
Posted by Visionello in Artigos on August 17th, 2009
Empresas ganham a confiança e o interesse do consumidor com conteúdo customizado
Artigo traduzido retirado do site EMF – Experiential Marketing Forum, elaborado pela PR Week.
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Anuário Comunicação 2009/2010
Posted by Visionello in Abracom, Anuário Comunicação, Notas, Perspectivas 2010 on August 14th, 2009
A publicação, Anuário Brasileiro das Agências de Comunicação – Edição 2009-2010, será lançada em dezembro e busca ser referência de um segmento integrado por 1.200 empresas, que faturaram cerca de R$ 1 bilhão em 2008. Ainda segundo o site, outros números foram divulgados.
O setor superou pela primeira vez em 2008 a barreira de R$ 1 bilhão de faturamento, passando a ter maior projeção no campo econômico.
A parte boa, na mão dos clientes
O anuário, que recebeu o apoio da Abracom, terá tiragem de 3 mil exemplares, 200 páginas e distribuição dirigida e gratuita a dois públicos estratégicos: 1.100 exemplares para compradores de serviços de comunicação (executivos de empresas públicas e privadas, instituições, entidades de classe, ONGs e assessorias de comunicação dos principais órgãos governamentais e dos poderes Legislativo e Judiciário); e 1.100 exemplares para jornalistas dos mais importantes veículos de comunicação do país, especialmente os vinculados às editorias de Economia, colunas informativas e pautas, finaliza a nota.
No comando editorial do anuário ficará Maria Helena Miessva, ex-Comunicação Corporativa de empresas como Cargill, Boeringher Ingelheim, Souza Cruz e Bayer.
A Visionello é filiada à Abracom.
Segundo a Association of Publishing Agencies (APA)
Posted by Visionello in APA-UK, Notas, Perspectivas 2010 on August 13th, 2009
Consumidores gastam por volta de 25 minutos do seu tempo todos os dias lendo uma revista
79% da população lê revistas customizadas durante 25 minutos diários, em média
Revistas customizadas crescem a fidelidade de uma marca em 32%
A indústria de revistas customizadas movimenta cerca de U$1,49 bi por ano – em 2011 são esperados U$ 1,7 bi
120 novas marcas investiram nessa mídia nos últimos 6 meses. O que significa um lançamento a cada dia útil.
O mercado de revistas customizadas foi a mídia de marketing que cresceu mais rápido depois da publicidade na Internet
Agências de publicações customizadas oferecem conteúdo digital a 45% de seus clientes
Fonte: APA para o mercado europeu
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Lá fora, a crise não bateu forte no mercado. E o mais importante, como anda o mercado no Brasil?






