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	<title> &#187; abordagem</title>
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		<title>A abordagem de uma publicação para dois públicos bem diferentes</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 02:39:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem com stakeholder]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[abordagem]]></category>
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Li recentemente a versão impressa da thinkMoney, publicação da thinkorswim, empresa de corretagem em ações de Chicago (EUA). A revista ganhou ano passado o prêmio da Custom Publishing Council como “Best New Magazine” e quem cuida é o editor Kevin Lund da T3 Publishing.
Inicialmente a ideia de fazer uma revista nem passou pela cabeça de Lund [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_150" class="wp-caption alignright" style="width: 219px"><a href="http://www.nxtbook.com/nxtbooks/T3/2009sum_tm06/#/0"><img class="size-full wp-image-150 " src="http://www.visionello.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/09/thinkMoney1.JPG" alt="thinkMoney" width="209" height="251" /></a><p class="wp-caption-text">Leia a revista na versão digital</p></div>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Li recentemente a versão impressa da <a title="thinkMoney" href="https://www.thinkorswim.com/tos/displayPage.tos?webpage=thinkMoney">thinkMoney</a>, publicação da <a title="thinkorswim" href="https://www.thinkorswim.com/">thinkorswim</a>, empresa de corretagem em ações de Chicago (EUA). A revista ganhou ano passado o prêmio da <em>Custom Publishing Council</em> como “<em>Best New Magazine</em>” e quem cuida é o editor Kevin Lund da <a title="T3 Publishing" href="http://t3publishing.com/" target="_blank">T3 Publishing</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Inicialmente a ideia de fazer uma revista nem passou pela cabeça de Lund e do diretor e fundador da <em>think</em>, Scott Sheridan. A estratégia era outra, a qual nunca colocaram em prática. Eles precisavam de uma mídia efetiva para colocar o toque pessoal super conhecido de Sheridan nos serviços e produtos sem que os clientes sentissem que algo havia mudado. Ao mesmo tempo, eles também precisavam de um caminho para entrar em novas linhas de produtos, construindo à marca uma igualdade sem ir aos canais tradicionais de marketing.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas eles tinham um grande problema: os dois grandes públicos da <em>think</em> são completamente diferentes. De um lado estão investidores sedentos por mil números, equações e projeções para daqui 20 anos e do outro estão os comerciantes de varejo, que veem tudo, em sua maioria, a médio prazo e pisam no presente com os dois pés.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Segmentação da segmentação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para contemporizar a situação foram criados elementos de <em>branding</em> próprios da <em>think</em>, dando o tom à identidade da empresa. Para chegar ao alvo, qualquer veículo precisa falar a língua do cliente – a linguagem é essencial e não pode ser confundida com uma reportagem &#8221;verborragicamente&#8221; financeira para os comerciantes ou muito “prática &amp; realidade” para os investidores. A estratégia foi o equilíbrio. Dosar e não pesar nenhum dos dois conteúdos para um público se interessar pelo assunto do outro. Tamanha a sutileza, não dá para identificar o que foi pensado para cada <em>target</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Os comerciantes, por exemplo, não estão interessados em fundos mútuos ou em trazer 10% de retorno em um ano. O termo “juros compostos” não está no vocabulário deles. A média, em 2009, que uma pessoa perde em investimento na bolsa nos EUA é de U$ 5 mil. Para um investidor, a perda automaticamente cancela as férias da família. Para o comerciante não é assim, isso pode ser o que ele recebe em um dia ou uma quinzena de trabalho e há sempre o amanhã. É uma visão mais otimista, por isso a abordagem e linguagem é outra. O projeto gráfico da revista é singular. Honesto, sóbrio e moderno pela produção fotográfica. Não é muito inventivo, mas a criatividade está lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma decisão que a empresa e agência tomaram em conjunto foi de ter muito cuidado para a dosagem não cair naturalmente para um lado só. A interação com o leitor é um fator importante na revista porque é o termômetro dessa resposta.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é a segmentação da segmentação da comunicação. E é isso que trouxe resultados significativos para a <em>thinkorswim</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ótimos resultados</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A informação deve<a href="http://www.visionello.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/09/thinkMoney.JPG"></a> vir em um momento oportuno. Alguns vivem o momento e outros o futuro, então o conteúdo precisa bater com essa mentalidade. Segundo uma pesquisa com leitores, mais de 90% dos clientes usou na prática a informação da <em>thinkMoney</em> pelo menos uma vez e uma parcela de cada um dos públicos colocou mais receita diretamente na empresa de Sheridan. Esse foi o melhor dos mundos para todos.</p>
<p style="text-align: justify;">A própria revista se tornou a marca – alguns leitores enviaram emails com confissões bem humoradas para o editor. Um deles disse que espera o carteiro chegar no dia do recebimeno da revista e o outro prometeu trocar seu casamento por uma assinatura vitalícia da publicação. São casos extremos, mas dão uma ideia do tipo de <em>buzz</em> que Lund criou.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8212;</p>
<address>Alguns dados foram consultados segundo artigo <a href="http://u.nu/76da3" target="_blank">Print Custom Magazines Still Work: Q&amp;A with financial custom publisher T3 Publishing</a></address>
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